quinta-feira, 5 de março de 2009

Déda pode perder mandato para João Alves

O PMDB elegeu sete governadores nas urnas de 2006. No tapetão do TSE, o partido pode arrastar para baixo do seu guarda-chuva mais três Estados.
Um deles, a Paraíba, já foi ao embornal do PMDB: com a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), sentou-se na cadeira o peemedebista José Maranhão.
Outro, o Maranhão, foi praticamente acomodado no colo do PMDB na noite passada. O TSE passou na lâmina o mandato de Jackson Lago (PDT).
O tribunal também decidiu que assume a senadora Roseana Sarney, ex-PFL, hoje PMDB. A posse da filha de José Sarney só depende do julgamento de recursos.
O terceiro Estado que está na bica de cair no cesto do PMDB é Roraima. José Anchieta Jr. (PSDB) está na fila do cadafalso do TSE.
Mantendo-se o surto de moralidade que varre o tribunal, o mandato do tucano Anchieta Jr, deve ir à faca. Quem assumiria neste caso?
Ninguém menos que Romero Jucá (PMDB-RR), atual líder de Lula no Senado. Feitas as contas, o PMDB saltaria de sete para dez governadores.
O diabo é que o PMDB tem dois representantes nos arredores do patíbulo da Justiça Eleitoral: Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, do Tocantins.
Se o TSE apartar a cabeça da dupla de seus pescoços, devem assumir, respectivamente: Espiridião Amim (PP-SC) e Siqueira Campos (PSDB-TO).
Na contabilidade mais adversa, o PMDB sairia do tapetão do TSE com um governador a mais. De sete Estados, passaria a controlar oito.
O PSDB, que emergira das urnas de 2006 como segunda legenda no ranking de governadores, deve cair de seis para quatro se perder, depois da Paraíba, Roraima. Pode subir para cinco se Siqueira Campos levar o Tocantins.
O PT, que elegera cinco governadores, pode perder Sergipe. O petista Marcelo Deda flerta com a guilhotina do TSE. Descendo a lâmina, vai ao posto João Alves, do DEM.
De resto, outros dois governadores completam a lista de eleitos levados às barras da Justiça Eleitoral.
O primeiro é o do Amapá, Walder Góes (PDT). No primeiro estágio, sujeito a confimação no TSE, o TRE amapaense decidira pela convocação de nova eleição.
O outro é o de Rondônia, Ivo Cassol (ex-PPS, hoje sem partido). Ali, a segunda colocada no pleito de 2006 foi Fátima Cleide (PT).
Devagarinho, o TSE vai redesenhando o mapa eleitoral ditado pelos eleitores. Algo a ser comemorado e lamentado ao mesmo tempo.
O que justifica os fogos é a impressão, cada vez mais sólida, de que a impunidade vai deixando de ser uma regra na seara eleitoral.
A justificar os lamentos, o fato de que, como em outras áreas, também no ramo eleitoral do Judiciário prevalece o flagelo da lentidão.
Na prática, o TSE está informando o seguinte aos eleitores de alguns Estados: há três arrastados anos, desde 2006, vocês vêm sendo governados por um criminoso.
O pior é que, na grossa maioria dos casos, desalojam-se os sujos para dar abrigo aos mal lavados. Coisas de uma democracia em construção.
Fonte: Blogo do Josias de Souza - Portal UOL

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