terça-feira, 14 de abril de 2009

Bilionário indiano e sua casinha de US$ 2 bilhões



Mukesh Ambani, o 7º homem mais rico do mundo (segundo a revista Forbes) e dono de petroquímica na Índia, está construindo aquela que será a casa mais cara do mundo. Aonde? Na Índia. Ao lado de milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria.

Com custo estimado em US$ 2 bilhões (mais de R$ 4 bilhões), o prédio high-tech terá 27 andares que abrigará Ambani e sua família.

Segundo a revista Forbes, Ambani, dono da gigante da indústria petroquímica Reliance Industries, tem patrimônio de cerca de US$ 19,5 bilhões.

Até a inauguração da supercasa do indiano em Mumbai (ex-Bombaim), a residência mais valiosa disponível no mercado imobiliário mundial, de acordo com a mesma Forbes, é a cobertura triplex do Pierre Hotel, em Nova York. O apartamento, construído para imitar um castelo francês, custa ‘míseros’ US$ 70 milhões, ou seja, apenas 3,5% do custo final estimado da mansão de Ambani.

Para preencher os 37 mil metros quadrados da residência, Nita Ambani, mulher do bilionário, escolheu a variedade. A decoração de cada um dos 27 andares precisa ser diferente em cada detalhe. Nenhum material usado em uma área se repete em outra. O custo da decoração, portanto, é bem maior que o de um hotel de luxo, onde a padronização colabora para deixar a obra mais barata.

São seis andares apenas de estacionamentos, onde Ambani poderá guardar sua coleção de carros clássicos e esportivos. Do lobby, saem 9 elevadores para os quartos e duas escadas com corrimão de prata para o salão principal, que tem o teto coberto por candelabros de cristal.

A tecnologia também terá presença marcante na construção. As salas terão paredes cobertas por gigantescos televisores em LCD, com sistemas de som embutidos em móveis, no chão e no teto.

As adegas serão ligadas a computadores que controlarão a temperatura e o estoque de cada vinho. Os computadores também vão controlar a irrigação dos jardins hidropônicos construídos em átrios nos andares superiores.

A casa também tenta ser ecologicamente correta. Cobertas por plantas, paredes capazes de absorver temperatura vão evitar o uso excessivo de aquecedores no inverno e ar-condicionado no verão.

O dinheiro é dele e cada um sabe o que faz, mas você conseguiria dormir tranquilo torrando 4 bilhões de reais numa “casa” sabendo que vive num país onde mais da metade da população não tem sequer saneamento básico e ao menos 3 refeições por dia?
Eu não.

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