quinta-feira, 25 de junho de 2009

Relatório da ONU mostra aumento do uso de drogas sintéticas e derivados de ópio no Brasil


Enquanto o número de usuários de cocaína e anfetaminas vem diminuindo nos países desenvolvidos, o Brasil e outros países em desenvolvimento enfrentam crescimento dos seus mercados de cocaína, drogas sintéticas (ecstasy e anfetaminas, por exemplo) e opiáceos (heroína, morfina, etc). É o que mostra relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre drogas divulgado nesta quarta-feira em Washington (EUA).

Ecstasy cresce nos países em desenvolvimento

Um dos dados mais significativos entre os apresentados é o aumento do uso de drogas sintéticas entre a população dos países em desenvolvimento. Segundo a ONU, a taxa de prevalência do ecstasy no país entre os jovens é de 3,4%. Ou seja, 3,4%, dos estudantes do segundo grau usam os comprimidos. Na América do Sul, o número só é menor que a taxa da Colômbia (3,5%).
O crescimento da quantidade de drogas apreendidas também é indício do crescimento do consumo no país. Apenas entre 2005 e 2007, o total de comprimidos encontrados e apreendidos pela polícia saltou de 50 mil para 210 mil.
O Brasil também concentra, por exemplo, o maior número de usuários dos opiáceos da América do Sul. Em números percentuais, eles representam 0,5% da população entre 12 e 65 anos do país. Em números absolutos, o dado é mais chocante: 635 mil pessoas são usuários de ópio, heroína e morfina no Brasil.
A cocaína é outra droga que tem um imenso mercado no Brasil. Segundo o relatório da ONU, 0,7% dos brasileiros entre 12 e 65 anos usam a droga. Ou seja, 890 mil pessoas, o maior mercado da América do Sul. Em segundo lugar vem a Argentina (660 mil, ou 2,6% da população).
No caso da maconha, o Brasil tem menos problemas que seus vizinhos. Enquanto no país 5,1% dos jovens usam a droga, no Chile o número chega a 12,7%. Uruguai (8,5%), Colômbia (7,1%) e Argentina (6,7%) também estão na nossa frente.
Fonte: band.com.br

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