sexta-feira, 3 de julho de 2009

Militares de SE voltam de missão no Haiti


Alívio. Esse foi o sentimento que tomou conta da maioria dos familiares dos 27 militares do 28° Batalhão de Caçadores, que voltaram para o Estado no final da tarde de ontem, depois de atuarem no Haiti, onde estavam desde janeiro deste ano em Missão das Nações Unidas para a Estabilização da Paz. Do total de militares do pelotão, 23 são sergipanos, como enfatizou o oficial de Comunicação Social do Exército em Sergipe, o capitão Marcos Cardoso da Silva. A tensão dos familiares foi ainda maior porque o retorno dos militares atrasou muito. A tropa deveria ter chegado do Recife – onde estava aquartelada desde o dia 28 de junho para a realização de exames – pouco depois das 12h30, mas o condutor do ônibus onde estava o grupo se perdeu ao sair da cidade alagoana de Arapiraca. Por conta disso, o pelotão só chegou a Aracaju por volta das 17h.
Os quatro sargentos, o oficial e os 22 cabos e soldados da missão foram recebidos pelo comandante do 28 BC, o tenente-coronel Carlos Henrique Teixeira Costa, durante solenidade de formatura geral do batalhão. Houve ainda desfile da tropa em homenagem ao contingente. A partir de agora, os militares estão em folga por 15 dias e alguns deles também vão entrar em férias após esse período. “Esse tempo de descanso é fundamental, porque vieram de um processo com muita tensão, afinal de contas a principal missão deles era manter a estabilização da paz no Haiti. Mas a tendência, após a desaceleração, é que voltem à rotina normal, embora com a diferença de possuírem agora uma bagagem de vida e profissional muito mais rica”, comentou o oficial de Comunicação do 28 BC.
Este foi o primeiro pelotão enviado pelo 28° Batalhão de Caçadores ao Haiti. Além desse 10° contingente, que passou sete meses em Porto Príncipe, capital do país, Sergipe havia participado do 5° contingente, só que com apenas dois sargentos. Como há, a cada seis meses, um rodízio de participação entre os militares dos cinco comandos militares do Brasil, a estimativa é de que mais sergipanos devam participar, caso a missão continue, do 15° contingente.
“Estou muito feliz por meu filho ter voltado. Agora sim, vou poder dormir tranquila e feliz. Lembro que quando ele me disse que ia para a missão eu pedi para desistir, porque ele nunca, sequer, dormiu fora de casa, quanto mais viajar para tão distante. Não queria porque sabia que a saudade iria ser grande demais. Por outro lado, se ele não fosse, sei que iria adoecer, pois o sonho dele sempre foi servir ao Exército. Fico feliz porque ele foi para ajudar o próximo, mas admito que levou um pedaço de mim”, declarou Luciene Oliveira Santos, 40 anos, mãe do soldado Tarcísio Oliveira Santos, 21 anos. Segundo ela, a saudade era minimizada através de telefonemas ou conversas através da Internet.
Fonte: Jornal da Cidade/Aracaju

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