sexta-feira, 24 de julho de 2009

Grito da Terra reúne 3 mil lavradores


Quase três mil trabalhadores rurais de inúmeros municípios participaram na manhã de ontem, no Centro de Aracaju, do 1º Grito da Terra Sergipe. Organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase), a manifestação teve como objetivo cobrar do governo do Estado uma série de reivindicações a respeito da reforma agrária, agricultura familiar e políticas públicas para os trabalhadores rurais. A presidente da Fetase, Lúcia Moura, disse que a pauta foi entregue ao governo estadual no início do mês.
“Até agora o governador não sinalizou nada para nós. O que precisamos de mais urgente é a implantação da reforma agrária, já que o governo do Estado tem convênio com o Incra. Também queremos a criação de uma secretaria estadual da agricultura familiar, para desenvolver programas mais específicos para os pequenos agricultores”, comentou Lúcia, lembrando que em Sergipe existem cerca de 300 mil trabalhadores rurais, entre os que têm pequenas propriedades e os que atuam em regime de comodato.

A caminhada foi realizada ontem para lembrar o Dia Nacional da Agricultura, comemorado em 25 de julho. “Preferimos antecipar a manifestação porque sábado é um dia em que não teríamos muita visibilidade”, explicou Lúcia. A caminhada saiu da praça Santa Isabel com destino ao Centro, passou pela rodoviária velha, rua Geru, avenida Rio Branco e culminou na praça Fausto Cardoso, onde várias pessoas se manifestaram. Hoje, uma outra caminhada deverá ser organizada pelo MST.

Também está na pauta de reivindicações da Fetase a realização de concurso para a Emdagro, a implantação de uma política ampla e ágil de habitação rural, a reabertura ou criação de novas delegacias em comunidades rurais, a realização de campanha estadual de prevenção de acidentes de trabalho no campo, a criação de equipes do Programa Saúde da Família Rural, a iniciação de aulas do Projovem Campo, o combate ao êxodo rural a partir de políticas públicas, a criação de um programa de educação ambiental para o trabalhador do campo e um maior rigor na fiscalização dos empréstimos para aposentados e pensionistas do meio rural.

Fonte: Jornal da Cidade/Aracaju

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