terça-feira, 4 de agosto de 2009

VIGILANTE DO BB CONFESSA TER ROUBADO R$ 153 MIL

Um vigilante que trabalhava na agência do Banco do Brasil de Carmópolis confessou à polícia ter sido o autor do roubo ocorrido no dia 7 de julho. Com informações privilegiadas do local, José Valter dos Santos, 42, que foi preso na última sexta-feira, não encontrou dificuldades para entrar no banco, esperar a chegada de funcionários e levar R$ 153 mil. Confiante de que não seria descoberto, horas depois voltou à cena do crime para trabalhar. No entanto, essa foi a primeira pista que o indicava como autor do roubo. “Ele era pontual e nesse dia chegou muito tarde ao trabalho”, disse um policial, que participou das investigações. Do dinheiro roubado, Valter gastou cerca de R$ 7 mil o restante foi encontrado em uma área de exploração de petróleo.

De acordo com o que foi apurado, conhecendo a rotina da agência do BB, por volta das 3 horas do dia 7 de julho o vigilante entrou pelo fundo do banco e aguardou por quatro horas a chegada da funcionária, que vinha acompanhada de outro vigilante. Usando capuz para encobrir o rosto, o acusado – que utilizou a arma da empresa de segurança para praticar o crime – rendeu as duas vítimas. Para não ser reconhecido pelos colegas de trabalho, Valter apenas gesticulou para as vítimas. “Ele não falou durante todo o período em que esteve abordando as duas vítimas”, disse o delegado Cristiano Barreto Guimarães, do Subsistema Inteligência de Segurança Pública (Sisp).

A funcionária foi obrigada a abrir o cofre da agência bancária e Valter fugiu levando R$ 153 mil. Antes, ele amarrou as duas vítimas e as trancou no banheiro, que só foram libertadas depois que o gerente chegou para trabalhar. Nos levantamentos iniciais, os indícios apontavam que a autoria do roubo poderia ter relação com alguém ligado à agência, pois além de entrar com facilidade no banco ele usou a arma que ficava no local, e ao fugir abriu os cadeados usando as chaves que ficavam em local que só funcionários saberiam indicar.

Pelo que ficou esclarecido, depois do assalto Valter foi para casa, deixou o dinheiro e depois de trocar de roupa foi trabalhar na agência como se nada tivesse ocorrido. “Essa ida dele ao trabalho foi uma pista. Ele era extremamente pontual. Nunca havia faltado ao trabalho e também não chegava atrasado, mas no dia do crime demorou muito a chegar”, disse o delegado, acrescentado que como havia indícios de que o autor conhecia a movimentação no interior do banco ele passou a ser um suspeito. As investigações prosseguiram e com as provas levantadas a polícia conseguiu a prisão preventiva do vigilante.

Na última sexta-feira, depois que equipes da Polícia Civil fizeram a reconstituição do crime, Valter procurou a polícia e confessou como se deu toda a ação criminosa e indicou o local onde o dinheiro estava escondido. “Ele escondeu a bolsa no interior de uma bomba na área de exploração de petróleo em Carmópolis”, disse Cristiano Barreto. Do valor roubado, a polícia recuperou R$ 146 mil. Valter foi interrogado no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e permanece recolhido em uma das delegacias da capital.

Matéria publicada pelo Jornal da Cidade/Aracaju em 02/08/2009

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