sábado, 5 de setembro de 2009

Aves roubadas em Sergipe foram encontradas mortas na Paraíba

Falcoaria - prática criminosa de deixar a ave em cativeiro e sem alimentação para depois caçar outros animais - e tráfico de animais silvestres. Foram essas as motivações do furto do gavião-relógio, do falcão-coleira e do urubu-albino, ocorridos no mês passado, em Itabaiana. As aves foram encontradas mortas na Paraíba. Os crimes foram praticados pelo universitário Saulo Castelar Coelho, o “Saulin”, 21, Pedro Guilherme Mendonça Magalhães, 19 anos, e Kayan Vasconcelos, 18, que foram presos durante a operação Hayabusa realizada pela Polícia Civil de Sergipe, nas cidades de Fortaleza (CE) e em Campina Grande (PB).
“O urubu-albino seria vendido por cerca de 40 mil. Eles vinham mantendo contatos com colecionadores de aves e adeptos da magia negra”, disse o delegado Osvaldo Rezende, acrescentando que os acusados são conhecedores de uma rota de tráfico internacional de animais entre Miami, nos Estados Unidos, e Buenos Aires, na Argentina. Na residência de Saulo, que reside no Centro de Campina Grande, os policiais apreenderam gaiolas, 609 cartuchos calibre 32, uma escopeta calibre 12 com dois canos e uma espingarda calibre 22 com luneta de mira.

Durante entrevista coletiva a imprensa, os acusados não quiseram se pronunciar sobre o ocorrido. Pelo que foi apurado, o gavião e o falcão estavam debilitados e não suportaram a viagem de cerca de 600 km realizada no Citröen C3, prata, de placa AWG-7549. As aves morreram e foram enterradas enroladas em um pano em terrenos baldios próximo a casa de Saulo e de outro amigo, na área do Centro de Campina Grande. O delegado de Itabaiana, Osvaldo Rezende, acredita que com a repercussão que o caso tomou, os acusados teriam matado o urubu-albino, espécime rara capturada por agricultores 15 dias antes do crime, que foi enterrado às margens da rodovia que dá acesso a cidade pernambucana de Caruaru.

Os rastros deixados pelos acusados não ficaram apenas nas pegadas próximas aos viveiros das aves no Parque dos Falcões, em Itabaiana. Além das informações passadas por pessoas que tiveram contato com o trio, que invadiu o parque no dia 9 de agosto, Saulo deixou rastro na internet, onde mantinha contatos com outros adeptos da falcoaria. “A negociação do grupo era efetuada pela internet através do site de relacionamento Orkut. Lá os acusados criavam páginas falsas, onde divulgavam a venda de animais silvestres. Eles também vendiam aves para o exterior”, explicou o delegado Osvaldo. A polícia investiga o possível envolvimento de outras pessoas no crime.
Operação
Depois de encontrar provas do envolvimento dos acusados no crime, o delegado Osvaldo Rezende solicitou e o juízo da Comarca de Itabaiana decretou a prisão do trio. Em ações simultâneas que envolveram as equipes das delegacias de Lagarto, coordenada pelo delegado Jorge Eduardo, Itabaiana, Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) se deslocaram para Fortaleza (CE) e Campina Grande (PB). Pedro e Kayan foram presos nos bairros de Miscejana e Granja Lisboa, na capital cearense, enquanto Saulo foi preso no Centro do município paraibano no momento em que lavava o carro.

No local foram apreendidas armas e munições, além de gaiolas e aves de rapina. A operação Hayabusa contou ainda com o apoio das divisões de inteligência das polícias do Ceará e da Paraíba, além do titular da 2ª Superintendência de Polícia Civil de Campina Grande, delegado Ariosvaldo Adelino de Melo. As carcaças das aves foram desenterradas e encaminhadas para Sergipe. Os acusados foram indiciados pela polícia sergipana por formação de quadrilha, apologia ao crime, tráfico de animais silvestres e furto qualificado. Enquanto na Paraíba, Saulo também terá de responder pelos crimes de posse ilegal de armas e munições.

Jornal da Ciadade/Aracaju

Um comentário:

  1. por que você fala tão mau da falcoaria o que esses caras fizeram não é falcoaria é crime eu estudo falcoaria e tenho vários amigos falcoeiro e posso falar a falcoaria é ter respeito pela natureza pelos animais ninguém deixa as aves morrendo de fome e trancado é tanto que tem muitos falcoeiro falcoeiro de verdade não delinquentes que o Ibama os cofia algumas aves para que fação o trabalho de reabilitação e seja souta a natureza não é porque tem uma banana podre que você deve arrancar todo o cacho... por favor se o senhor poder mudar o inicio seria de muita gratidão para muita gente obrigado.

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