quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

FATO INUSITADO

Gritos do sexo viram caso de polícia

Há quem diga que o amor é cego, surdo e mudo. Cansado de ser acordado com os gemidos de um casal vizinho, um rapaz da cidade de Itapoã-DF, resolveu apelar para a polícia. Após passar cerca de quatro horas — da 1h às 5h — ouvindo gritos e “barulhos constrangedores”, ele foi até a delegacia de policia da cidade, registrou ocorrência contra a dupla. Reclamou dos “gritos da mulher” e das “palavras de baixo calão” pronunciadas em voz alta durante o ato sexual dos vizinhos. As extravagâncias sonoras seriam comuns entre o casal. A reclamação foi registrada no item “perturbação da tranquilidade”. A ocorrência um tanto inusitada chamou a atenção dos policiais. Acostumados a registrar crimes violentos como homicídios, estupros e roubos, eles não esperavam que alguém se sentisse incomodado com o barulho oriundo de uma relação sexual do vizinho. Nessa situação, a delegacia não tem muito que fazer, além de encaminhar a denúncia ao Ministério Público. Perturbar a tranquilidade dos outros caracteriza uma contravenção penal, ou seja, um crime de menor potencial ofensivo com previsão de penas que vão desde a multa até prisão simples (regime semiaberto ou aberto) até prestação de serviços comunitários.

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