terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eleições 2010/Sergipe em reais

O candidato do PT ao Governo do Estado, Marcelo Déda, foi quem mais arrecadou e quem mais gastou em pouco mais de dois meses de campanha eleitoral. Déda arrecadou R$ 2,1 milhões e já gastou mais de R$ 2,5 milhões. Seu principal adversário, o ex-governador João Alves Filho, DEM, arrecadou e gastou bem menos: R$ 850 mil. A maior parte dos recursos da campanha do atual governador é de doações de empresas. Já no caso do candidato do DEM, a totalidade do que foi arrecadado é proveniente de outros candidatos e de comitês.

Na primeira parcial da prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE/SE – no início de agosto, Déda informou que a arrecadação de sua campanha foi de R$ 768,7 mil. Já na segunda parcial, no início deste mês, o valor arrecadado pelo candidato do PT aumentou substancialmente: R$ 2,1 milhões.

No entanto, os recursos arrecadados até o momento não quitam todas as despesas da campanha. Na primeira parcial, os gastos do petista foram de R$ 768,7 mil, enquanto na segunda parcial, este valor saltou para R$ 2,5 milhões. Ou seja, as contas da candidatura de Déda estão no vermelho: há um déficit de R$ 408 mil.

Na campanha do demista João Alves, os números são mais modestos. Na primeira parcial, João arrecadou R$ 583,9 mil. Na segunda, o valor arrecadado subiu para R$ 850,3 mil. De acordo com a prestação de contas apresentada ao TRE/SE, a candidatura do DEM ao Governo gastou exatamente o total do que arrecadou.

Entre os candidatos de menor densidade eleitoral, Avilete Cruz, PSOL, arrecadou R$ 6,3 mil e gastou R$ 5, 8 mil. O candidato do PSDC, Arivaldo José, arrecadou R$ 5 mil e gastou R$ 4,8 mil. Nos dois casos, foram os próprios candidatos que investiram nas campanhas. Vera Lúcia, PSTU, Henrique Aragão, PRTB, e Leonardo Dias, PCB, não apresentaram movimentação financeira durante o período da campanha.

DE ONDE VEM?

Os recursos que sustentam a campanha milionária de Marcelo Déda são provenientes, em quase sua totalidade, de empresas. Na primeira prestação de contas, o candidato do PT informou ter recebido R$ 590 mil em doações de pessoas jurídicas. No segundo informe ao TRE/SE, este valor saltou para R$ 1,6 milhão. Na prestação de contas da candidatura petista, há ainda R$350 mil arrecadados junto ao partido e mais R$ 87 mil recebidos em doação de pessoas físicas. Já o dinheiro arrecadado por João Alves se deve a outros candidatos e aos comitês, embora não haja especificação de quem esteja investindo na campanha demista.

PARA ONDE VAI?

A propaganda na TV e no rádio consumiram a maior parte dos recursos arrecadados pelo candidato João Alves Filho. Ele investiu R$ 608,5 mil neste serviço. Em serviços prestados por terceiros (não há especificação do que tenha sido), João Alves Filho gastou ainda R$ 34 mil. Em publicidade impressa, o candidato do DEM gastou R$ 124 mil.

Já o candidato Marcelo Déda fez o maior investimento de campanha nas pesquisas eleitorais: ao todo, ele já gastou R$ 568 mil. Houve investimento maciço de Déda ainda em publicidade impressa (R$ 523 mil), em placas e faixas (R$ 45 mil) e através dos carros de som (R$ 349 mil). A produção de programas do candidato petista consumiu R$ 130 mil.

ALBANO ARRECADOU MAIS DE R$ 1,4 MILHÃO

O candidato ao Senado, Albano Franco, PSDB, já arrecadou mais do que o ex-governador João Alves em sua corrida ao Governo. Albano arrecadou R$ 1,4 milhão e gastou até o momento mais de R$ 1,2 milhão, enquanto João, 850 mil. Enquanto isso, Valadares, PSB, arrecadou R$ 23 mil; Eduardo Amorim, PSC, R$ 156 mil, e José Carlos Machado, DEM, arrecadou R$ 715 mil.

A maior parte dos recursos utilizados por Albano é própria. Dos R$ 1,2 milhão, R$ 859 mil saíram do bolso do candidato ao Senado. Albano gastou até o momento R$ 1,2 milhão. Valadares teve gastos bem mais modestos: R$ 18,7 mil. Já Amorim gastou mais do que arrecadou: R$ 247 mil. Machado, assim como Albano, também fez um investimento próprio elevado na campanha. O candidato demista tirou do próprio bolso R$ 700 mil. Sua campanha já gastou ao todo, R$ 492 mil.

Fonte: Cinform

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