terça-feira, 19 de abril de 2011

Términa cárcere privado em Aracaju


Após quase trinta horas, Cristelane Caetano Mota Santos foi liberada pelo ex-marido José Elígio Tavares.
Depois de quase 30 horas, chega ao fim o cárcere privado à Cristelane Caetano Mota Santos, de 21 anos de idade.  A jovem foi mantida refém pelo ex-marido em sua residência no bairro Suissa, em Aracaju, e liberada há poucos minutos por José Elígio Tavares, 24. 
As negociações foram conduzidas pelo capitão da Polícia Militar, Marcos Carvalho, e pelo diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Everton Santos. No local foram mantidas diversas equipes de unidades especializadas das polícias Civil e Militar, além de unidades de socorro do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
O drama da jovem começou há 20 dias quando ela decidiu terminar o relacionamento de sete anos. Desde então, Cristelane passou a ser ameaçada constantemente pelo ex-companheiro, e só na última sexta-feira, 15, depois que seu filho viu o pai pegando uma arma, ela resolveu denunciar o caso à polícia. No entanto, nesta segunda-feira, 18, a vendedora foi rendida por José Elígio e presa em sua própria casa, onde chegou a ser ferida com um tiro de raspão na perna esquerda.
Ainda na tarde de ontem, depois de muitas negociações, os policiais convenceram o sequestrador a permitir a entrada de um enfermeiro a cada uma ou duas horas para verificar a saúde da vítima e trocar os curativos de Cristelane.
Já no final da manhã de hoje, defensores públicos chegaram ao local a fim de agilizar o processo. A psicóloga Juliana Passos Andrade, integrante do Centro de Atendimento Psicossocial da Defensoria Pública de Sergipe (CIAPS), disse que Elígio se entregaria caso a profissional garantisse sua internação em uma clínica psiquiátrica.
O sequestrador passará posteriormente por uma avaliação psiquiátrica no hospital São José e posteriormente ficará à disposição da Polícia Civil. Apesar do sofrimento vivenciado nestas quase 30 horas, a vítima saiu sorridente sob aplausos da população. O coordenador das Delegacias da Capital, delegado Fernando Melo, comemorou o fim do sequestro. “O trabalho desenvolvido nestas longas horas foi sério e muito profissional e o melhor que terminou com as duas vidas preservadas”, explicou.

Fonte: Jornal da Cidade/Aracaju

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